ANAIS :: ENAMA 2014
Resumo: 109-2


Poster (Painel)
109-2Aplicação da tecnologia micorrízica e de Meloidogyne mayaguensis visando maximização da produção de compostos bioativos foliares em mudas de goiabeira
Autores:Sá, C.S.B. (UPE - Universidade de Pernambuco) ; Junior, J.C.A.S (UPE - Universidade de Pernambuco) ; Silva, F.S.B. (UPE - Universidade de Pernambuco) ; Campos, M.A.S. (UPE - Universidade de Pernambuco)

Resumo

A goiabeira é utilizada na medicina popular nordestina graças à produção de compostos bioativos na fitomassa. O cultivo na região do Submédio São Francisco tem apresentado redução devido ao parasitismo do Meloidogyne mayaguensis, um fitonematóide endoparasita sedentário que causa doenças em plantas. Os fungos micorrízicos arbusculares (FMA) são habitantes comuns da rizosfera das plantas. Estes formam associação simbiótica mutualística com as mesmas, favorecendo seu crescimento através de uma melhor absorção de nutrientes e em troca recebem fotossintatos das plantas. Além disso, a presença de FMA pode estimular o aumento na quantidade de compostos ativos foliares que são utilizados para produção de medicamentos. Uma alternativa para maximizar a produção de compostos bioativos em mudas de goiabeira seria a utilização conjunta de FMA e fitonematóides. O objetivo deste estudo foi avaliar a produção de compostos bioativos foliares em mudas de goiabeira associadas a fungos micorrízicos arbusculares e infectadas por Meloidogyne mayaguensis. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado em arranjo fatorial de 4 tratamentos com FMA (Gigaspora albida, Clareideoglomus etunicatum ou Acaulospora longula e controle não inoculado), com ou sem nematóide 2 tempos de avaliação (15, 45 dias após inoculação do nematóide) em 4 repetições, totalizando 64 unidades experimentais mantidos em telado. O substrato usado foi um solo da Caatinga esterilizado. Mudas de goiabeira, oriundas de estaca, foram transferidas para potes contendo 1 litro do substrato, nesse momento foi feita a inoculação com 200 esporos dos FMA mencionados. Após 30 dias foram adicionados 3000 ovos do nematóide. Foram avaliados aos 90 dias: proteínas totais, carboidratos totais, fenóis totais, flavonóides totais e taninos totais. Aos 15 dias, houve efeito do nematóide sobre a quantidade de proteínas totais e sobre a quantidade de fenóis totais, apresentando maior quantidade destes compostos às mudas infectadas com M. mayaguensis comparada com as sem nematóide. Aos 45 dias foi observada maior quantidade de flavonóides totais em plantas infectadas pelo nematóide comparada as mudas sem o nematóide, independentemente da inoculação com FMA. A presença do nematóide estimula a produção de proteínas totais e fenóis totais em mudas de goiabeira no início da infecção, e a produção de flavonóides totais no período mais tardio da infecção. Agradecimentos: CNPq


Palavras-chave:  Fitoquímico, Fitonematóide, FMA